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Vinícola familiar com mais de 150 anos que ainda conserva valores tradicionais da enologia, situada na província de Sondrio, na Valtellina, sub-região que fica a norte da Lombardia.

 

Suas instalações modernas são na prática um templo de culto à história da região, uma ponte que liga a Valtellina de séculos atrás à de hoje. Seus vinhos são o maior exemplo de que os grandes vinhos têm alma e podem contar a história de um povo (se o enólogo não o calar, algo que jamais seria feito pela ArPePe!).

 

Valtellina é um vale alpino da parte setentrional da Lombardia, onde fica a Província de Sondrio. O vale é protegido de norte a leste pelos Alpes Réticos que chegam a quatro mil metros. Ao sul os Alpes Orobie, com altitudes menores, formam uma espécie de anfiteatro cuja relativa proximidade com o Lago de Como funciona como regulador térmico.

 

Para ter a ideia exata da importância desta pequena região no contexto do vinho italiano basta citar que das cinco D.O.C.G.s existentes na Lombardia, duas pertencem à Valtellina, que são: Valtellina Superiore e Sforzato di Valtellina. Um reduto da casta Nebbiolo, que ali é chamada de Chiavennasca, plantadas em terraços esculpidos nas montanhas onde dificilmente se plantaria outra coisa devido ao relevo que impossibilita o manuseio do solo cuja origem é a glaciação würmiana (último período glacial) composto basicamente por          marga calcária, areia e granito.

 

É hoje a maior zona terraçada da Itália e a quarta maior do mundo. Possui 1.200 hectares de vinhedos em terraços (destes, 1080 hectares possuem inclinação superior a 30%), 2.500 km de muros feitos de pedra que dão sustentação aos vinhedos que já eram feitos antes da colonização romana, mas foi por volta de 1237 que esta prática foi retomada, na ocasião, dois monastérios que existiam na região (São Remigio e Santa Perpetua) uniram suas atividades e assim somaram 2,5 hectares, foi o início da lenta e laboriosa formação dos terraços que foi se consolidando ao longo dos séculos XVIII e XIX.

 

Os primeiros registros da existência de vinhedos ali data de 837, quando um documento encontrado tratava do escambo entre alimento e o vinho.

 

De acordo com o Consorzio Vini di Valtellina, o clima ali não é uniforme, variável de um lado ao outro do vale e de uma encosta à outra por causa da estrutura de circulação de ar em macro escala, em especial, por anticiclones subtropicais, de modo que algumas zonas precisam de irrigação em alguma época do ano e outras não. Desconsiderando situações extremas devido aos motivos já informados, a precipitação vai de 800mm a 1200mm/ano.

 

A temperatura média anual no fundo do vale é de 11 a 12ºC, resultado do acumulo de ar frio que desce dos alpes durante a noite. Assim o plantio de vinhas mais ao alto torna mais favorável o cultivo por causa da exposição sul e pela presença de rochas que acumulam calor durante o dia e liberam durante a noite elevando um pouco a média de temperatura. No entanto, considerando a ótima exposição do vale, durante o ciclo vegetativo da videira que vai de abril a outubro, as temperaturas ficam entre 12 e 25ºC. A única exceção é a sub-região Inferno, como o nome sugere, nesta mesma época do ano apresenta média de 5ºC a mais que as demais zonas.

 

Valtelina Superiore D.O.C.G. e

Esta apelação de origem é dividida em cinco zonas, que podem estar especificadas nos rótulos ou não: Grumello, Inferno, Sassella, Valgella e Moraggia. Densidade do vinhedo de quatro mil plantas por hectare, rendimento máximo oito toneladas/ha, tolera-se uma variável máxima de 20%. Armazenamento por no mínimo vinte e quatro meses, doze em barricas. Caso fique envelhecendo por trinta e seis meses, vinte e quatro em garrafas, acrescenta-se o termo Riserva ao rótulo.

 

Sforzato di Valtellina D.O.C.G.

D.O.C.G. obtido em 2003, tem por principal característica a produção com uvas parcialmente pacificadas, graduação alcóolica mínima de 14% e envelhecimento mínimo de 20 meses (12 em madeira), mínimo de 90% de Nebbiolo e outras uvas autorizadas na Lombardia (10%).


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