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  • Gere Attila

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           A tradição da família Gere em elaborar vinhos atravessa sete gerações no extremo sudoeste húngaro, nas regiões de Villány e Siklós. Esta produção contínua foi interrompida somente uma vez ao longo da história familiar, quando após o término da segunda guerra mundial, muitas empresas foram arruinadas e houve forte êxodo de mão de obra qualificada. Devido a esse triste episódio, Attila Gere tornou-se guarda florestal, até que em 1978, através de seu sogro se interessasse novamente pela vinicultura.

        Attila e sua esposa, Katalin, iniciaram o cultivo de poucos hectares de vinhedos em Csillagvölgy. Esse primeiro cru, lhes foi entregue como presente de casamento e em 1986 eles engarrafaram a primeira safra.

         O Clima na região de Villány é marcadamente continental, com mesoclima submediterrâneo. Os invernos são suaves, a primavera é mais precoce, seguida por um verão seco e bastante quente. É notavelmente a região com o maior índice de luminosidade e que detém as maiores temperaturas no país. As características climáticas regionais são reforçadas pelas massas de ar quente que sopram do mar mediterrâneo.

         Os solos são predominantemente de loess e argila avermelhada. Em alguns terroirs, são ricos em rochas dolomíticas e calcárias do período Triássico e calcários do período Jurássico. Os vinhedos plantados com as variedades autóctones húngaras e castas internacionais estão assentados nas melhores terraças da região (Kopár, Konkoly, Jammertal, Csillagvölgy, Ördögárok, Feketehegy).

     A filosofia de viticultura mostra-se atenta e extremamente focada na qualidade, com considerável densidade de 5.400-7.200 plantas/ hectare e rendimentos que estão entre 0,6-1kg de uva por videira. Só são utilizados os cachos com perfeito nível de amadurecimento, com severa seleção no campo e na cantina. Todo o controle de pragas é realizado de forma orgânica.

         Após um empreendimento conjunto (joint venture) com o enólogo austríaco Franz Weninger em 1992, uma nova vinícola foi erguida dez anos mais tarde. E hoje as instalações da Gere Attila, contam com a mais avançada tecnologia de vinificação disponível no leste europeu. Paralelo a isso uma estrutura para receber enófilos mundiais também foi idealizada e é possível acompanhar cada passo no nascimento desses grandes caldos húngaros.

      Após o ingresso das uvas na cantina e acurada seleção dos melhores grãos, elas são desengaçadas e imediatamente resfriadas a 15-20°C, antes de iniciarem a fermentação em tanques de inox e grandes cubas de madeira sob temperatura controlada. A fermentação alcoólica é conduzida de 1-3 semanas, com temperaturas específicas para cada variedade e a obtenção de vinhos de prensa é realizada de forma pneumática para maximizar a qualidade dos taninos. A malolática ocorre de forma espontânea nas barricas, onde 80% delas são de carvalho húngaro e o restante de procedência francesa. O período de amadurecimento dura entre 14-18 meses, sendo selecionados os melhores lotes. Os vinhos de crus mais prestigiados não são filtrados e sempre afinam em garrafa antes da emissão ao mercado.

        Attila Gere é o “superstar do vinho tinto da Hungria” segundo Jancis Robinson, que ainda faz analogia com seu Solus: “The red counterpart to Szepsy” (A contrapartida tinta ao melhor dos Tokaji)”. Gere ainda ostenta as 4 máximas estrelas no Hugh Johnson 2010.

     Attila foi reconhecido ainda como melhor enólogo húngaro em 2004, quando recebeu também reconhecimentos em Verona, Bruxelas e Londres. Sua última recompensa chegou em 2004 quando seus vinhos bateram às cegas o Château Pétrus em degustações simultâneas na Áustria e nos Estados Unidos.

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